quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Love is the air

(Todos os nomes são ficticios para esconder a identidade dos participantes)
No outro dia o meu amigo João veio falar comigo.
O meu amigo João é casado com a Bia há anos. Têm uma filha. O meu amigo João está apaixonado pela Margarida mas diz –me: - Eu gosto da Bia (mulher), não estou apaixonado pela Margarida. Quando quiser acabar com este sentimento, acabo! (um alcoolico que começa a beber favaios logo às 9 da manhã também diz: - Bebo porque gosto, quando quiser deixar de beber, deixo.)

O meu amigo João tem resistido (heroicamente) à tentação de ter alguma coisa com a Margarida que por sua vez, também está apaixonada pelo meu amigo João.
O meu amigo João não sabe que a Margarida está apaixonada por ele e tem medo que a Margarida se esteja a apaixonar pelo Hugo. Não me parece.
Ainda que isso esteja a acontecer, isto é, ainda que a Margarida esteja a desistir do que sente pelo amigo João por não ver a luz ao fundo do túnel, não há perigo. Não há perigo porque eu sei que o Hugo está apaixonado pela Luísa. A Luísa sabe que o Hugo está apaixonado por ela mas a Luísa não está apaixonada pelo Hugo. Não sei porque quem é que a Luísa está apaixonada , era lindo que fosse pelo meu amigo João… mas acho que não. Acho que a Luísa não está apaixonada por ninguém. Ainda assim, e tendo eu a certeza que isto vai dar merda, é uma cena hilariante! Principalmente para mim , que tenho informação previligiada de todas as frentes .Viva o amor e esta malta que me dá uma animaçãozita à vida !

P.S. – Ainda tenho amigos que vão de fim-de-semana com a namorada e dizem aos amigos e ( entenda-se melhores amigos) que vão trabalhar para o estrangeiro porque já não têm coragem de dizer aos amigos que voltaram a namorar e que entretanto são descobertos com a cena das tecnologias; Outros que passeam pelas ruas de Lisboa com um ar apaixonado e depois , afinal percebem que não estão apaixonados porque não conseguiram partilhar o champoo; outros que há 10 anos que andam por aí a ser qualquer coisa que ninguém sabe o que são…e outros que se piram lá para bem longe e nos dão informações sobre a sua vida amorosa por frases telegraficas e por mail.

Eu não digo?! Prozaaaac!



Ahahahahaha

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

In Treatment

Esta série foi-me recomendada pelo meu irmão, que disse que tem tudo a ver comigo. Ele conhece-me. E a dica não deixa de ser assustadora... Afastado o susto, tenho de confessar que gosto de pensar em mim nesses termos: "em tratamento", assim como se estivesse "em construção". Dá um ar de coisa inacabada e com potencialidades de melhoras visíveis. À semelhança do estádio do Benfica. Não que me pareça que vá ter grandes melhoras. Nem eu nem o estádio... Mas a ideia de passar a vida em psicoterapia agrada-me. A ideia de tomar drogas para ajudar a "sessão", agrada-me mais ainda. Não sei se já tentaram fazer psicoterapia "limpos", mas a coisa não é fácil! Ficamos com ar de parvos, sem saber o que dizer, o que não acontece quando temos ajuda do grande P (de Prozac), que nos faz disparar disparates como se fossem puns depois de uma feijoada. Gosto disso. Dos disparates, não dos puns. E pronto. Com esta me fico. Um grande bem-haja a todos os que se encontram em tratamento, aos que já estiveram em tratamento e, especialmente, aos que precisam urgentemente de tratamento!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Cunhas

Preciso de alguém que conheça alguém, directamente ou por intermédio de outro alguém, que me arranje Prozac! Este não é um pedido de ajuda suficiente?! Vejam bem como está o meu cérebro neste momento e compadeçam-se...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

E não é que...?

Estava aqui descansada a trabalhar, quando me assolou uma espécie de angústia, insatisfação, necessidade… Levantei-me e fui, obviamente, comer. O meu estômago tem esta coisa irritante de falar comigo por interpostas sensações, e sai sempre a ganhar. Quem se lixa são as desgraçadas das coxas, que não têm culpa de nada e acabam por levar com as manhas do outro para o resto da vida. Cabrão… Enfim. Mas como eu estava a dizer, e já depois de perceber que a coisa não era nenhum sinal destorcido e manhoso enviado pelo estômago, a angústia, insatisfação, necessidade continuaram. Percebi que sentia falta de uma coisa que nunca vivi, de um cheiro que nunca senti, de uma imagem que nunca vi. Não, não estou a entrar numa onda romântica enjoativa. Aliás, para ser sincera, sempre me irritaram as pessoas que falam de uma forma esquisita e que o justificam dizendo estar apaixonadas, quando o fazem, única e simplesmente, porque são iletradas e têm uma incapacidade certificada para expor ideias. Nunca as minhas paixões provocaram em mim uma limpeza no meu léxico (Nota para os “apaixonados”: léxico = vocabulário; lista dos vocábulos de uma lista). Muito pelo contrário! Acho que não deve haver altura em que tenho mais soltura verbal! Digo tudo o que me passa pela cabeça, à semelhança do que me acontecia quando estava a Prozac. Agora, bem vistas as coisas, acho que nunca estive apaixonada sem Prozac… E ainda dizem que não há coincidências!!! Deixam-me doida! Enfim… isto tudo para dizer que descobri que a angústia, insatisfação e necessidade que eu estava a sentir, a sensação de falta de uma coisa que nunca vivi, de um cheiro que nunca senti, de uma imagem que nunca vi… era Marrocos! Nunca lá fui e acho que ia gostar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sou yours (que é para dar para tudo)!

Podia ser outra música qualquer (como uma música de uma tuna que eu conheço...) , mas é esta (graças a deus que não é a outra!!!) que anda na boca de muita gente, ultimamente. Por isso, e porque o nosso espaço musical é assim, aberto, tolerante, e acima de tudo, apoiante de novas paixões, aqui fica.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

2009

Só porque o início de um ano é sempre sinónimo de esperanças renovadas, achei que deviamos deixar aqui um grande bem haja a este. E os desejos para 2009? Que o Obama consiga sobreviver (literalmente) ao primeiro semestre, que os sindicatos consigam sobreviver (de igual forma, literalmente!) ao primeiro trimestre e que, ainda quanto ao Obama, tenha uma alma caridosa que lhe ofereça uns Valdisperts antes de subir a palco para fazer juramentos solenes... Afinal, a esperança é mesmo a última a morrer!